Indústria

Csil Report 2018: Mercado de móveis em recuperação

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A 35ª edição do relatório “World Furniture Outlook” confirma uma tendência positiva para o comércio mundial de móveis em 2017 e 2018. A previsão da Csil, especializada em pesquisa de mercado e consultoria para a indústria de móveis, aponta crescimento de 4,9% e 3,5%, respectivamente. Hoje, o consumo mundial de mobiliário registra números de aproximadamente US$ 425 bilhões (preços de produção, excluindo o markup de varejo).

A análise da Csil considera o cenário econômico de 100 países, que constituem quase 90% da população mundial e mais de 95% do PIB mundial. Isso significa a inclusão de praticamente todos os países relevantes para a indústria de móveis.

De acordo com Stefania Tomasini, da consultoria Prometeia, o crescimento de 2017 excedeu as expectativas. As incertezas políticas com a eleição de Trump, no EUA, e do Brexit, no Reino Unido, mostraram-se menos influentes do que as previsões iniciais. “O crescimento foi confirmado em todas as áreas do mundo, incluindo países dos BRICS, como a Rússia. Isso acelerou um círculo virtuoso”. A persistência de uma baixa taxa de inflação também manteve o poder de compra estável no mundo.

 

A 35ª edição do relatório “World Furniture Outlook”, da Csil, confirma uma tendência positiva para o comércio mundial de móveis em 2017 e 2018

 

Csil: Mercado de móveis no mundo

De acordo com os dados da Csil, o crescimento mais sustentado no consumo mundial de móveis está na Ásia. A China, inclusive, assume o protagonismo do mercado, com uma participação de 29% do consumo total. Na sequência, estão: Estados Unidos (20%), Alemanha (8%) e Índia (5%). Outros destaques são o Japão, Reino Unido e França, todos com 3%, além do Canadá e Itália, com 2%, cada. Juntas, essas nações respondem por 75% do mercado mundial de mobiliário.

As exportações de móveis também são lideradas pela China, com 35% da participação total e vendas superiores a US$ 50 bilhões em 2017. A lista dos Top 5 exportadores é completada por Alemanha (8%), Itália (7%), Polônia (7%) e Vietnã (6%). Juntos, esses países representam 63% da exportação mundial. As exportações de móveis do Brasil somaram cerca de US$ 603 milhões em 2016. Esse é o último dado consolidado disponível, segundo o Mdic/Secex.

Já o ranking dos países importadores é composto por Estados Unidos (28%), Alemanha (10%), Reino Unido (6%), França (5%) e Canadá (4%). Esses países, indica a Csil, cobrem 53% das importações globais.

 

Líderes da produção mundial

Considerando apenas a produção de móveis de cada nação, a China também domina o ranking, com 39% da produção mundial. Outros grandes países fabricantes são os Estados Unidos (12%), Alemanha (5%), Itália (4%), Índia (4%) e Polônia (3%). Japão, Vietnã, Reino Unido e Canadá completam a lista de 10 maiores produtores mundiais, com 2%, cada.

Os outros 90 países que integram o relatório World Furniture Outlook, incluindo o Brasil, somam os demais 25% da produção.

 

A China domina o ranking, com 39% da produção mundial segundo o relatório da Csil

 

Csil: Cenário econômico a ser observado

Neste cenário macroeconômico, as previsões apontam que os países emergentes continuarão com taxas de crescimento superiores a 4%. Já os países industrializados permanecerão com médias próximas a 2%.

Em particular, há atenção com a China (cada vez mais poderosa), mas que mantém uma previsão de desaceleração controlada (de +6,3% em 2018). A Índia, por exemplo, estima um crescimento do PIB a taxas superiores a 7%. A Itália finalmente registrou uma taxa positiva de crescimento: o PIB deve crescer 1,6% em 2017. Um resultado que não era registrado desde 2011. Olhando para 2018, a previsão sobre o PIB italiano é de nova alta: 1,2%.

A economia brasileira, após avanço estimado de 0,89% em 2017, deve registrar crescimento de 2,60% para 2018. O relatório da Csil aponta ainda que entre os membros do BRICS, Brasil e Rússia estão emergindo de uma longa fase de recessão. “Embora ainda não tenham sido estabilizados em uma fase de expansão”.

A estimativa mais cautelosa de melhora, de acordo com as conclusões de Stefania Tomasini, leva em conta fatores de risco inegáveis ​​ainda vinculados ao processo do Brexit, e as dificuldades de criar um governo estável na Alemanha (força-motriz da União Europeia). A tensa situação com a Coreia do Norte, as eleições presidenciais na Rússia e as tensões no Oriente Médio representam outros elementos que podem mudar ou condicionar o cenário de maior crescimento.

 

A análise da Csil considera o cenário econômico de 100 países, que constituem quase 90% da população mundial e mais de 95% do PIB mundial

 

As regras do jogo estão mudando

Massimo Florio, diretor da Csil, elenca desafios que preocupam as empresas. Em particular, está o tema da “digitalização” das fábricas. Esse termo, na verdade, engloba tanto a evolução para a Indústria 4.0 como a atividade Omnichanel para o varejo de móveis.

Essa tendência do varejo se baseia na integração de todos os canais de venda utilizados por uma empresa. Trata-se da possibilidade de fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e offline. O omnichannel integra lojas físicas, virtuais e compradores. Além disso, é preciso monitorar cuidadosamente os interesses dos clientes, formas de compras, comunicação e vendas.

“Essa visão de produção e atuação comercial se tornarão estratégicas para dialogar corretamente com o mercado. Na Itália e no resto do mundo”, diz Florio. O relatório completo, em inglês, pode ser adquirido neste link.

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